Lata de cerveja não é oferenda para Yemanjá

Dia 29 de dezembro de 2009 embarquei para a ilha de Mar Grande no município de Vera Cruz onde iria passar meu Reveillon. Aproveitando para desejar Feliz Ano Novo aos meus seguidores no twitter, vi uma mensagem bastante propícia do @mussumalive: “Só pra avisar, latinha de cerveja vazia não é oferenda pra Iemanjázis”. Pode até parecer engraçado mas é sério. Muito sério.

Eu fico muito nervosa ao ver alguém jogando lixo na rua mas isso é assunto para outro post. Aqui, pretendo contar do sobre o pós reveillon e o rastro que algumas pessoas deixaram por onde passaram. A praia estava um lixão! As pessoas nadavam e andavam chutando latas de cerveja, garrafas de espumante, copos plásticos, camisinhas usadas, sandálias perdidas e latas de refrigerante.

Nesse momento você diz: Ah, mas é normal. Todo ano é isso! E eu digo: Não, não é normal. Pode até ser algo frequente, mas não é normal. Pra mim nunca vai ser normal ver uma porcaria tão grande. Eu vou sempre me indignar principalmente porque sei que isso não é um “privilégio” da Ilha de Itaparica. Acredito que todas as praias onde um grupo ou mais de pessoas se reuniu para comemorar o ano novo, não ficou muito diferente dessas fotos. Enquanto algumas pessoas continuarem achando que isso é normal… nada muda. E que venha 2010.

P.S. Créditos das fotos para @robertocamarajr (clique nas imagens para ampliar)

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5 comentários para “Lata de cerveja não é oferenda para Yemanjá”

  1. Apostando no carnaval | Hello Stranger disse:

    [...] Lata de cerveja não é oferenda! [...]

  2. Roberto Camara Jr. disse:

    Algo devo lhe dizer, Dani.
    Apesar de ter tirado as fotos não foi orgulho algum fazê-lo.
    Ver um dos meus lugares prediletos sujo desta forma me fez refletir muita coisa.
    Ainda bem que estamos em ano de eleições…

  3. Links da semana no Me Tire Deste Ócio!!! | Me Tire Deste Ócio!!! disse:

    [...] lado negro do Revellion (Texto + [...]

  4. BRUTINHO disse:

    Dani,

    Não, não é normal, apesar da trivialidade.O problema, a sujeira, a imundice, está primeiro na cabeça das pessoas, que são tão limitadas a ponto de não compreenderem que o espaço coletivo também lhes pertence; Todo tipo de problema de ordem social acaba por ser redundante, vez que recai única e tão somente sobre educação doméstica, que extinguiu-se com a pluralidade familiar, a sociedade consumista, tendo sua utilidade fim, em sí mesma, e essa bagunça socio-politica imoral que vivemos e vivenciamos todos os dias. O baiano, particularmente, É mal educado por excelência e faz questão de comportar-se assim, não apenas aqui, mas fora também! Já presenciei cenas hilárias, outras patéticas e outras de grosseria inexpressível, em vários lugares do mundo, praticadas por soteropolitano(a)s, tidos como da mais alta casta - mas em seus escências - são baianos.

    O que precisamos, nem que seja por obra e graça do divino espírito santo, é encontrar meios de enxertar na cavidade craniana dos indivíduos, tidos como racionais, que ser educado, respeitar-se, respeitar o outro, portar-se com dignidade, condignamente, faz bem, a sí e ao mundo.

    Pessoalmente, não fui embora de Salvador ainda, porque não pude, mas já não suporto, não tolero mais o convívio com as aberrações que vejo e ouço, de janeiro a janeiro, por uma infinidade de pessoas que poderiam, e estão com o poder em mãos, para melhorar de fato o entendimento de humanidade, dos indivíduos que compõe esta polis.

    Nasci aqui, me formei aqui, fiz minha vida aqui; mas não quero terminar meus dias aqui. Mereço mais, mereço o melhor….e aqui…..com tanta mediocridade e importando mais ainda do RJ, estaremos fadados ao insucesso.

  5. Marlla Farias disse:

    Não sou baiana mas moro aqui e adoro tudo!
    Mas me envergonha ver esse tipo de coisa…
    Não é à toa que SSA ganhou o título de capital mais suja do país!

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