Vida Dupla

20 de março de 2010

É estranho como em meados de 2010 muitas pessoas ainda sintam a necessidade de viver uma vida dupla. Mas também é muito fácil julgar ou mensurar os problemas alheios, o difícil é entender ou até mesmo aceitar a realidade do outro. Por isso mesmo esse assunto ainda é tabu.

Uma pessoa conhecida minha, após 30 anos de casado, separou-se da esposa e assumiu um relacionamento com outro rapaz. Ele tem filhos adultos, o que deveria ser um elo facilitador no caso, mas não foi. Ninguém aceita. Uma das coisas que mais fazem refletir nesta situação é que uma pessoa não torna-se gay, não é uma escolha. Ou ele descobriu sua real sexualidade agora ou viveu amargurado toda uma vida, tentando ser algo que nunca foi. Pai rígido, família coesa, religiosos, bons vizinhos, bons flhos… de repente é como se tudo não valesse nada e a lupa de todos fosse direcionada para uma pessoa: “Você sabia que o pai de fulano é gay?”

Este relacionamento homossexual pode ter começado agora, mas também pode vir de muito tempo. É justo um homem ter que fingir uma vida feliz, vendo o tempo passar e cada dia mais ele está preso neste armário, com medo de mostrar ao mundo quem ele realmente é, assim como de quem ele gosta? E o quão justo é para uma mulher ser casada com alguém que ela nunca conheceu de verdade? Foram 30 anos de uma vida de mentiras onde ninguém foi feliz de fato. Quando algo assim acontece todos os envolvidos sofrem.

Certa vez assisti a uma reportagem que retratava o submundo da prostituição e uma travesti dizia que a grande maioria de seus clientes são homens casados e não utilizam camisinha durante o programa. O repórter indagou se ela não sentia medo de contrair alguma doença e ela dizia que não pois já trabalha em plena rua, sujeita a qualquer tipo de coisa e por isso entrega a vida a própria sorte.

Isso leva a questão para um âmbito ainda mais amplo. Quem são esses homens casados que procuram prazer entre os travestis nas esquinas, prostitutas, mulheres e homens em festas, micaretas, baladas. Quem são esses homens que traem suas esposas com vizinhas, carteiro, cunhada, melhor amigo. Não vou entrar na discussão moral em relação a traição propriamente dita mas as consequências disso. São eles os responsáveis pelo aumento do caso de HIV entre mulheres casadas e fiéis? Expor a família a um risco tão grande em troca de minutos de prazer, sendo quem realmente é, vale a pena? Para alguns esta vida dupla pode ser uma jornada de conhecimento, uma maneira de abandonar o personagem e dar lugar a sua real essencia. Mas fingir por algumas horas é fuga, não resolve.  Será que realmente esta vida dupla vale a pena? O sofrimento proveniente do preconceito alheio e de si próprio é maior do que o sofrimento em passar a vida fingindo ser algo que não é?  Fica a reflexão.

*Foto: imageplus

Dica de Amiga: Como escolher uma Base

14 de março de 2010

Base Líquida

Base Líquida

Vou fazer um passo-a-passo para mostrar como é feita uma boa maquiagem. Nada profissional mas bom o suficiente para você, mulher comum, que não tem um personal maquiador para lhe socorrer no dia-a-dia. Vou explicar um pouco sobre os produtos e como usá-los.

Neste primeiro post trago um comentário sobre BASE. Alguns acham que o corretivo deve ser a primeira coisa utilizada em uma maquiagem mas eu não concordo. Muitas mulheres tem pequenas imperfeições, manchas, sinais, que podem ser corrigidos perfeitamente com o uso da base e dispensando o corretivo. Por isso, conheça alguns tipos de Base:

A) Base Líquida: É a minha preferida.Para mulheres que tem pele oleosa devem optar por uma base liquida oil free para evitar o aparecimento de cravos e espinhas no uso contínuo dela. É a mais fácil de aplicar;

B) Base Bastão: Por ser mais compacta exige um pouco de cuidado na aplicação para não ficar com trechos de pele manchada. Mesmo as mais secas devem ter uma fórmula oil free ou prejudica as que tem pele oleosa. Pode não ter o efeito desejado caso precise esconder um pouco além de manchinhas de pele;

C) Base em Pó: Algumas linhas de cosméticos já produzem a basé em pó mineral. É o luxo extremo e dá uma cobertura natural a maquiagem, dispensando em alguns casos, o próprio pó compacto depois. Mas apesar da excelente cobertura não disfarça imperfeições por isso, pode ser usada no dia-a-dia como um pó compacto aliado ao corretivo;

D) Base Compacta: Igual a base em pó, com um efeito menos natural. Não conheço ninguém que utilize e não vejo muitas vantagens também.

Para escolher uma base, você deve optar por uma cor exatamente igual ao da sua pele. Isso ajuda a uniformizar a cor na hora da maquiagem e como disse antes, também auxilia a camuflagem de algumas imperfeições. Não tem como comprar uma base sem testar! Por isso, coloque um pouco no dorso da sua mão e também no seu rosto e evite ficar embaixo da luz direta na loja, pois, ela altera a cor da sua pele. Essas coisas fazem você comprar um produto e quando chega em casa simplesmente não acha a maquiagem tão boa quanto na hora em que experimentou.

Caso não queira nada muito elaborado e não tente esconder imperfeições, o ideal é comprar uma base translúcida assim não interfere muito na cor. Mas independente da que escolher ela sempre tem que ter FPS 15 no minímo!

Aplicação:

A melhor forma de aplicar a base é, sem dúvida, um bom pincel. Algumas mulheres optam em utilizar as mãos ou os dedos para esta função mas eu não consigo espalhar o produto de maneira uniforme, deixando sempre algumas manchas de dedo no rosto. Mas caso você já tenha prática neste método, pode mantê-lo sem problemas.

Meu pincel de base

Meu pincel de base

Escolher um bom pincel de base é fácil. Ele normalmente é chato, fino e com cerdas mais consistentes podem ser encontrados em diversos valores. O meu (da foto acima) foi comprado por R$ 9,00 em uma casa de cosméticos mas você pode encontrar outros de acordo com o que seu bolso pode pagar. Tem pincel de R$ 200,00. O meu é muito digno e faz o trabalho de forma correta.

Para fazer a aplicação, coloque um pouco de base nas costas da mão e com um dedo, vá pegando um pouco desta base e faça pontos no nariz, bochechas, queixo, testa, abaixo dos olhos. Depois disso, vá espalhando esses pontos de base com o pincel. Não se preocupe se ao final do processo seu rosto ficar brilhando e com aparencia oleosa. Esse brilho vai sair quando você colocar o pó compacto. Mas isso é para outro texto.

Concurso de Beleza Infantil

10 de março de 2010

Uma coisa que nunca entendi direito foi a lógica desses concursos de beleza infantil. O filme Pequena Miss Sunshine (2006) onde a pequena Olive, uma menina de 7 anos com trejeitos, corpo, roupas e voz de criança da sua idade, sonha em se tornar uma Miss Sunshine. Tudo isso pode parecer redundante - criança com trejeitos de criança - mas não é, principalmente depois ver as concorrentes da  Olive.

O embaraçoso final do filme chama atenção para um fato absurdamente comum: Concursos de Beleza Infantil. Essa exposição a um mundo superficial contrapondo-se aquilo que as  crianças tem de mais belo: a inocência, torna o tema ainda mais difícil. Incentivar as meninas a uma competição feroz onde são mostradas como pequenas deusas, em um modelo de roupa e maquiagem erotizado, fazendo-as parecer aberrações deixaria qualquer psicóloga entrando em parafuso. E o que dizer dos pais, principalmente as mães, que colocam suas meninas nesse mundo de falso glamour, elas são as mesmas que projetam na filha sonhos que elas próprias não puderam realizar. Mais na frente estas mesmas meninas podem se tornar escravas de um passado que nunca mais voltará, sonhando com o glamour e entrando em anorexia, bulimia, depressão… em busca de um lugar ao sol nas passarelas e capas de revistas.

Acredito que ainda esteja na memória de muitas pessoas, o assassinato da pequena JonBenet em 1996. O ícone de beleza infantil americano, de apenas seis anos, foi encontrada espancada e morta por estrangulamento no porão de casa e com uma suspeita de estupro… fato inconclusivo pela autópsia. Durante mais de dez anos, os pais de JonBenet foram suspeitos de serem os autores do crime mas foram inocentados depois.

Nós também temos uma representante mirim nos concursos de belza: Natália Stangherlin. Ela é uma bicampeã do Miss Mundo Mini, arrancando elogios por onde passa. Segundo algumas reportagens da época em que venceu o concurso onde dizia ser muito vaidosa, se maquiar, colocar apliques no cabelo… e isso quando tinha apenas 05 anos de idade (época em que ganhou o concurso).

Essas pequenas coisas devem fazer as mães pensar e repensar o que desejam para suas filhas. Até que ponto expor uma criança a todo este “espetáculo” pode ser considerado saudável? Fica a reflexão.

Abaixo você confere um video de como é feita a maquiagem da pequena Natália Stangherlin, a Miss Mundo Mini:

Agora um video sobre a preparação das crianças para o concurso de beleza nos EUA.

Fotos: http://curiosidadesnanet.wordpress.com

Semana da Mulher

7 de março de 2010

Nesta semana do dia internacional da mulher gostaria de homenagear alguém muito especial: Dra. Zilda Arns. Posso dizer tranquilamente que ela teve uma influência direta em minha vida e no meu entendimento do social. Não vou contar sobre a sua história porque acredito que todos já saibam um pouco a respeito dela, principalmente depois da sua trágica morte. Infelizmente só assim muitos conheceram um pouco a respeito de seu trabalho.

Acho que não há forma melhor de homenagear Dra. Zilda Arns do que falar um pouco do seu legado, principalmente em Salvador. São muitas voluntárias trabalhando em prol das crianças e por consequência, suas famílias. É muito mais do que um acompanhamento, é um gesto de doação e boa vontade. São pessoas que atuam nas comunidades, visitando as famílias, orientando em diversas áreas e acompanham a criança quando ainda estão na ventre da mãe, que recebe nformações sobre o pré natal, higiene, saúde, cuidados com o bebê. As crianças são acompanhadas até os seis anos de idade e uma vez por mês são pesadas e seu desenvolvimento acompanhado mais de perto.

Mas o trabalho não acaba por aí. O acompanhamento oficial é até os seis anos mas na prática não é assim. O envolvimento das voluntárias com as famílias é algo muito maior, é um vinculo dificil de ser quebrado. E ser uma líder da Pastoral da Criança não é uma tarefa da fácil. É preciso subir e descer ladeiras, bater de porta em porta, escrever cada informação em seus cadernos, enfrentar violência doméstica, histórias trágicas, gravidez na adolescencia, subnutrição, falar a quem muitas vezes não quer ouvir, mostrar o quão importante uma ação tão simples como ferver a água antes de consumi-la pode fazer uma diferença enorme ou também a necessidade de manter em dia o cartão de vacina.

Pessoas como Branca no Alto da Terezinha, Maria Rita na Lapinha, Francisca em Peripiri, Célia Pereira no Iapi, Clarice em Senhor da Paz, Dagmar na Boa Viagem,Vera em Alagados, Ana Cristina em Valéria, Maria José nas nas Malvinas,  Maria Célia, minha mãe, coordenadora da Pastoral da Criança na 2ª região (24 paróquias) … e tantas outras que doam seu tempo, atenção, amor, a um trabalho que faz diferença na vida de tantas pessoas, inclusive na minha que também iniciei meus trabalhos relacionados ao Terceiro Setor, tendo como espelho esse grande exemplo.

São nessas mulheres que vejo o legado de Dra. Zilda Arns e principalmente, no rosto de cada criança, hoje muitas já são adultas, o resultado de anos de dedicação da minha mãe nessa caminhada. O orgulho é muito grande, mas o trabalho é ainda maior. Parabéns Dra. Zilda, minha mãe e todas essas mulheres que fazem a Pastoral da Criança dar certo.

Cantada de Pedreiro

6 de março de 2010

Este texto é o resultado de  uma conversa com o @jorgecdlj (Jorge Martins) em pleno coffee break em um evento para profissionais de internet. Como estar entre amigos permite que você fale sobe coisas inusitadas em lugares inadequados, eis que o tema Cantada de Pedreiro veio a tona.

Verdade ou Mito, que toda mulher no fundo gosta de uma cantada de pedreiro? Segundo meu caro Jorge, gosta sim:

” Ele, o peão de obra [...] é bom gritar, pra ela é bom ouvir e assim, plenos em seus direitos, todos seguem para um dia de trabalho bacanão.”

O fato é que eu não concordo! E para você que não sabe do que se trata, a cantada de pedreiro, é feita por qualquer homem na rua, não necessariamente um trabalhador de obras… mas um motorista de taxi, um vendedor ambulante, pedreiro ou qualquer outro profissional que veja você passando e solte frases do tipo: “Gostosa!!! Cavala!!!” Sem contar uns palavrões que nem cabe comentar aqui.

Primeiros é preciso entender que um “Tesão” em alto e bom som no meio da rua não é obrigatoriamente um elogio. É o tipo de coisa que deixa você em uma situação desconfortável. Todos ao redor passam a te olhar da cabeça aos pés e principalmente para a parte do corpo elogiada criando um constrangimento geral. E se você estiver acompanhada então … pior ainda.

Mas, é bom frisar, que algumas mulheres gostam muito deste tipo de abordagem e inclusive as incentivam. Eu mesma conheço uma mulher que adora estas cantadas e se sente a mais desejada da Via Láctea.  E o mais engraçado é que ela não precisa disso. É bonita, considerada um mulherão pelos homens e tem a auto estima lá em cima.

Nesse momento vem aqueles do contra que dizem que toda mulher gosta sim, caso não goste é porque é uma baranga ou nunca recebeu um elogio desses. Mas ao contrário do Jorge, achando que todos os problemas se resolvem em um ringue de gel com mulheres semi nuas,  eu acho que as coisas são mais complexas e vão desde a auto estima da mulher até mesm a vergonha alheia da situação. Eu particularmente não gosto. E você? Gosta de ouvir uma cantada de pedreiro?

Não esqueça:

Dê uma olhada no blog do Jorge. Humor ácido e inteligente: http://www.detestogenteinteligente.com.br/

Magra sim, anoréxica não

21 de fevereiro de 2010

Antes mesmo de começar o texto de fato, gostaría de deixar claro que não estou fazendo uma apologia a magreza ou incentivando ninguém a emagrecer. Quero mostrar o outro lado da história. Nem toda mulher magra é escrava de dietas e acadêmia, pelo contrário, simplesmente não consegue engordar.

É muito comum ouvir que ser magra é sinônimo de beleza, o manequim ideal para uma mulher é o 36 e se você engorda agora, imagina depois que tiver o primeiro filho? Pois bem, a realidade é um pouco diferente. Existem milhões de mulheres magras no mundo, mas quantas delas são modelos? Por mais que o mundo da moda exalte a magreza, exiba em suas passarelas e em seus tamanhos de roupas; no mundo real… na rua, no ônibus, na faculdade, no shopping, a mulher magra é realmente tida como um sinônimo de beleza? Acho que não. Os homens, na sua maioria, querem as saradas e não as magrinhas.

Se você voltar a época da escola vai ver que a vida das meninas magras ou gordas não é lá muito fácil. Apelidos cruéis, falta de interesse por parte dos meninos, sempre as ultimas a serem escolhidas no time de educação física. Se a menina não tem uma boa estrutura psicológica e familiar pode acabar com sua auto-estima para sempre. E quando ela vira uma mulher, adulta, magra… pode sim ser infeliz com o próprio corpo.

E quem foi que falou que toda mulher magra é meio anoréxica ou bulímica? Isto é uma grande bobagem. Esse tipo de pensamento vulgariza um problema que é muito grave e deve ser encarado com seriedade e não com generalizações. Não é porque uma mulher é magra que ela só come alface. Você conhece os famosos “magros de ruim?” Pois é, eles são muitos por aí e fazem qualquer gordinho morrer de raiva.

Não vou me aprofundar na questão das mulheres magras que são modelos porque isso é um tema que merece um post inteiro e mais específico pois é um assunto grande. No mais, sou Dani Vidal, tenho 1,73m e peso apenas 53kg. O meu manequim oscila entre os numeros 38 e 40 além do meu IMC ser abaixo (Índice de Massa Corporal) é abaixo do esperado mas posso garantir: Sou muito saudável! Adoro  pizza, chocolate, fast food, salgadinhos de festa, assim como não dispenso também uma saladinha, sucos, frutas, verduras. Abandonei o refrigerante a partir deste ano de 2010 apenas porque quero manter hábitos mais saudáveis. Não frequento academia e nunca fiz dieta na vida. Engordar pra mim nunca foi opção, eu simplesmente nunca consegui. Mas quer saber? Sou magra e feliz!

Não esqueça:

- Escute o podcast que participei junto com a turma de peso do Papo de Gordo onde discutimos o assunto. O tema é: O ponto de vista dos magros. Escute clicando AQUI.

Imagem retirada do Image Plus

Recuperando-se do verão - Parte I

19 de fevereiro de 2010

Este ano, especialmente, o verão em Salvador foi muito quente. As altas temperaturas, correria do dia-a-dia, carnaval, sol escaldante… tudo isso contribui para danificar seu cabelo e pele, principalmente se você é do tipo desencanada e sem muito tempo para se dedicar a eles.

Por isso mesmo trago para vocês algumas dicas de como recuperar o frescor que seu corpo tinha antes do verão chegar. Eis algumas delas:

Receita da Vovó

Se você tem a pele oleosa como a minha e com tendência a acne (principalmente depois de tomar sol) nada como o Chá Verde para diminuir a oleosidade! Experimente pegar dois saches de chá verde e colocar na água fria para umedecer. Depois coloque sobre o rosto e deixe agir por algum tempo. Terminado o processo é só lavar o rosto com água fria e estará novinho em folha.

Mas, caso você não tenha muito tempo para se dedicar a receitas caseiras, pode investir em produtos industrializados que ajudam muito. Veja esses bons exemplos: Gel Esfoliante Nívea Visage, Esfoliante para o rosto e pescoço Ideal Controle da Carita Paris e o Gel de Limpeza Facial Cuide-se Bem da Boticário.

Tomou aquele sol de meio-dia e agora sente os efeitos da pele ardida e ressecada? Experimente o Sundown Pós Sol ou o Gel Restaurador da Mary Key.

O momento agora é de aproveitar o finalzinho do verão e em breve trarei mais dicas para vocês.

*Não utilize receitas caseiras para a pele antes da aprovação de seu dermatologista. Nossa pele, especialmente a do rosto, é bastante sensível e um processo errado pode acarretar em problemas maiores.

Dica de Amiga: Neste carnaval, aposte:

10 de fevereiro de 2010

Se você vai curtir o seu carnaval atrás do trio ou em algum camarote, eis algumas dicas com das coisas que você não pode esquecer:

1. Band-aid:

Se você não tem o hábito de usar tênis ou sapato fechado não tem pra onde correr. O calo vai subir! E se tem uma parte do corpo que é muito maltratada no carnaval são os pés! Lembre-se deles com carinho e proteja sua unha, calcanhar ou qualquer machucado que tenha com um band-aid… evitando que o estrago fique muito maior. Aproveite para testar a nova coleção de estampas que o Alexandre Herchcovith fez para a Johnson & Johnson!

Vi aqui: http://popbag.blogspot.com/2008/10/fashioscare.html

Aproveite o embalo e dê a seus pés alguns minutos dentro de uma bacia de água quente. No final do carnaval eles vão lhe agradecer!

2. Esmalte:

Porque não caprichar na cor do esmalte? Ao menos as suas mãos podem ficar mais bonitas nessa época. Aproveita a tendência de cores fortes e neon e se jogue num esmalte com uma cor bem gritante. Você pode se inspirar nesses exemplos da Lays Tavares para o iVerão: veja AQUI

3. Primer:

Algumas mulheres se perguntam: “Poxa, eu sempre vejo as mulheres curtindo o carnaval e com a maquiagem intacta! E eu com essa cara de quem não toma banho há três dias!” Pois é, a resposta disso é bem simples. Fixador e maquiagem a prova d´água! Falarei mais sobre o Primer em outro post mais adiante.  Ele é como um fixador que você coloca antes de se maquiar, com isso ele segura sua maquiagem por horas e horas. Quando você for trabalhar no look, opte por lápis e rimel a prova d´agua e claro, um batom de longa duração. Gliter, cores fluorescentes e tudo com muita animação, afinal é carnaval !!!

4. Tire a maquiagem SEMPRE!

Tudo bem, você está toda linda e serelepe! Curtiu o carnaval e voltou super cansada para casa e só pensa na sua cama. Nunca cometa o erro de dormir com maquiagem. Nunca é nunca mesmo! Não adianta apenas tomar banho pois lembre-se que sua maquiagem é a prova d´agua e você ainda por cima usou o Primer. Antes de entrar no banho, use seu demaquilante e depois, durante o banho você lava o rosto mais uma vez. Sua pele agradece e suas espinhas também.

5. Filtro Solar.

Seu bloco vai sair às 14h sob o sol escaldante do verão? Não preciso nem dizer o quanto um bom filtro solar é indispensável não?  Não quer chegar a quarta-feira de cinzas com os ombros ardendo e mantendo todos a 3 metros de distância!

6. Cabelo:

Você precisa de praticidade e conforto. Tudo bem que algumas mulheres conseguem a proeza de manter aquele cabelão escovado, sedoso e seco, depois de horas e horas pulando atrás do trio. Mas caso você não seja desse time faça a opção por tic-tacs, presilhas, passadeiras ou o bom e velho elástico para prender seu cabelo. Ainda tem o conforto de ser pequeno, dá pra guardar no bolso ou no pulso. Capriche nas cores, formas e inove. Já pensou em colocar miçangas? Fazer tranças? Use a imaginação.

7. Penduricalhos:

Tudo bem que é carnaval, toda mistura é permitida. Mas lembre-se: conforto e praticidade. Não tem necessidade alguma de sair cheia de penduricalhos. Colares, pulseiras, brincos enormes, vários anéis, óculos escuros, etc. Não precisa atrapalhar carnaval com árvore de Natal. Usar pulseiras artesanais, coloridas, de resina, tudo muito alegre sempre. Faça a opção por brincos pequenos e que não pesem. Se possível evite sair cheia de anéis! Quanto aos colares, algumas preferem deixar de lado afinal, pretendem ganhar dos Filhos de Gandhy…

Vi AQUI.

8. Camisinha;

Se preservar sempre. Se não cuidarmos de nós mesmas, quem vai fazer isso, não é verdade?

Bom carnaval a todos!

Carnaval tem que ter careta!

6 de fevereiro de 2010

Sempre que chega esta época do ano eu me recordo do carnaval na minha infância. Uma época em que os blocos tinham suas mortalhas, o Cheiro de Amor vinha com suas tradicioais fantasias para os três dias de festa no Campo Grande, enquanto alguns foliões sacudiam suas mamães-sacode nos trios, outros eram barrados na compra da mortalha e tinham seus cadastros rejeitados, seja pela cor, bairro ou emprego que possuiam. Ainda existia esse preconceito.

Mas, na contramão disso tudo, minha família tinha o hábito de curtir o carnaval afastada da folia, na ilha de Itaparica - Mar Grande. Era lá que eu experimentava uma mistura de medo e frission quando chegava o carnaval e junto com ele… As Caretas.

Ah, as caretas! Essas figuras endiabradas eram uma atração a parte. Na maioria, formada por crianças um pouco maiores e adolescentes destas regiões, atormentavam a vida dos pequenos ou de “meninos amerelos” de Salvador. Eu tinha pavor dessas caretas. O pior é que não adiantava dizer que era fulano ou cicrano, vestido com uma fantasia, pois eles vinham com uma espécie de mortalha até o pé e uma máscara … não dava pra saber quem era quem; alguns tinham um graveto na mão. Lembro que sempre vinha alguém gritando: - Lá vem as caretas!!!! Isso era o bastante para largar o que estivesse fazendo e correr pra dentro de casa, na barra da saia de minha mãe.

Mesmo parecendo uma brincadeira sádica, achava divertido. Era uma característica do carnaval no interior da Bahia e na ilha de Itaparica. Quase um rito de passagem para as crianças que depois de entenderem melhor como funcionava essa tradição, ficavam ansiosas pra sair vestidas de careta também. Abaixo você confere uma foto do meu irmão, em meados dos anos 90, atormentando as crianças de Mar Grande vestido de careta:

Meu irmão, de careta, em 1999

*A primeira foto foi retirada do album de Igor Fraga, no Flickr. Gostaria de conferir o álbum completo? Veja AQUI.

Campus Party entre Meninas

1 de fevereiro de 2010

“Não pude deixar de pensar, enquanto deles participava, de um trecho daquele best seller manjado (que eu adorei) chamado Comer, Rezar e Amar, onde uma psicóloga que trabalhava num campo de refugiados contou para a autora que, ao contrário do que as pessoas podiam imaginar, o que afligia as mulheres naquele ambiente medonho eram os mesmos problemas que afligem a grande maioria das moças do mundo: amor e relacionamentos. Era muito comum, segundo ela, conversas do tipo “nós estamos apaixonados, mas ele foi transferido para outro campo de refugiados, e agora?”. Longe de achar isso coisa de mulherzinha fútil, eu acho justamente o contrário: o fato de estarmos num campo de refugiados ou num vento geek onde a internet é rainha, não deixamos nosso feminino de lado - e valorizar a mulher pra mim é isso: ter orgulho de sermos como somos

No fim da tarde a @samegui fez um flash mob de meninas. A desculpa era falar de brindes, mas a gente queria mesmo era retocar esmalte e falar bobagem. E pela cara das meninas  dá pra ver que o papo tava bom, né?

Mais tarde teve uma edição do luluzinhacamp lá no Campus Fórum, e o verbo correu solto; afiinal, um bando de mulher junta, não poderia dar outra coisa, né? Teve inclusive história no melhor estilo “depoimento Marie Claire ” : “O Campus Party trouxe meu amor de volta”.

A Mariana, que está na foto, senso entrevistada, contou como tinha brigado com um moço “x”e, no melhor estilo “comédias românticas”, deu de cara com ele no ônibus a caminho do Campus Party. Fala a verdade, a gente só muda de endereço, né? :-)

E pra não dizer que tudo são flores, esmalte, maquiagem e moços, também teve coisa séria rolando: há alguns campuseiros e campuseiras divulgando a Lei Maria da Penha, com distribuição da íntegra da Lei. Nós como mulheres, temos a obrigação de conhecer e divulgar, certo?

Beijos a todos!!”