É Verão! Tem festa no fundo do mar!

25 de janeiro de 2010

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Águas quentes, transparentes, ricas em vida e naufrágios!

Salvador é assim, perfeita para prática do mergulho. Já tive o privilégio de mergulhar em muitos locais, mas Salvador é diferente. Entre as capitais litorâneas do Brasil, é sem dúvida o local que oferece maior condição para se mergulhar sempre, mesmo no inverno.

Opção também não falta. Você pode sair equipado até da praia, como no caso do Porto da Barra, ou do Farol, e de lá acessar corais, e naufrágios que estão pertinho da costa. De barco com as ótimas operadoras disponíveis, aí então o difícil é decidir pra onde ir. Você pode optar por um mergulho na hitória, e conhecer o Galeão Sacramento que partiu de Portugal com destino ao Brasil, com mais de 500 pessoas, entre religiosos de diversas ordens, ministros de governo e outras autoridades, como o general Francisco Corrêa da Silva, que vinha substituir Alexandre Freire no governo da Colônia, cuja capital era Salvador da Baía de Todos os Santos.

Imagina-se que o Sacramento era assim. Foto: www.nectonsub.com.br

Imagina-se que o Sacramento era assim. Foto: www.nectonsub.com.br

Sua carga incluía munição, cerâmicas, instrumentos de navegação, moedas, selos, objetos decorativos, produtos têxteis e mercadorias diversas destinadas ao Reino e à Colônia.

É o mais antigo do Brasil; Seculo XVI.

Pode optar por mergulhar na natureza, e conhecer corais e paredes de pedras e vegetação, indo até o “Ferro Velho”, por exemplo, local muito bom pra encontrar umas Barracudas e eventualmente um Mero perdido.

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Mais de trinta navios esperam por você, grandes, pequenos, antigos, modernos, enfim tem pra todos os gostos e habilitações.

Vou sugerir o Cavo Artimidi, por uma questão de afinidade. Gosto do navio. Já fiz diversos mergulhos por lá, com penetração nos destroços, meu primeiro noturno foi lá, então por esse motivo te indico.

Momento do Naufrágio do Cavo - 1980

Momento do Naufrágio do Cavo - 1980

Respeitadas os horários de maré, já que fora dos horários de parada a correnteza praticamente inviabiliza o mergulho, geralmente você vai fazer um belo passeio. Começa em nove metros, e pode chegar a trinta e dois aproximadamente, e a diversão é garantida.

Fora os mistérios que envolvem o naufrágio deste naviozão de mais de 120 metros de comprimento. Dizem até que foi um golpe no seguro, mas nada além de especulações, já que os responsáveis ninguém nem sabe quem são. Sua bandeira é grega, portanto se teve briga, aconteceu muito longe daqui.

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Aproveite! Temos carnaval, ensaio do Olodum, lavagens, etc, mas também temos uma festa de beleza no fundo da baía de Todos os Santos, ou no entorno dela. Venha e depois caia na gandáia do verão da Bahia, com as bençãos das águas de Yemanjá.

TERMINA O BRASILEIRO DE OPTIMIST EM SALVADOR

18 de janeiro de 2010

Juliana Duque concentrada na disputa

Juliana Duque concentrada na disputa

Nesta semana recebí um telefonema do Comodoro do Aratú iate Clube, Jorge Nogueira, encantado com,  segundo ele, “a festa da molecada” no Iacht Clube da Bahia, eu posso entender rapidamente o motivo dessa empolgação. O Nogueira é meu amigo, e é um daqueles caras inquietos, que gosta de movimentação e de ver um trabalho bem feito. No meio do ano passado, ele, valendo-se do cargo de Comodoro, pegou uma passagem pra São Paulo e foi pra Ilhabele acompanharde perto o que o Iate Clube de lá estava fazendo na Semana de Vela de Ilhabela, sem dúvida nenhuma o maior evento de náutica do Brasil, e um dos maiores da América Latina. Quando ele voltou, uma panelinha de conselheiros retrogrados, costumazes velejadores de varanda, como se diz, perdiam tempo atando o Comodoro, dizendo que era uma pouca vergonha, o cara viajar com a passagem do clube, pra se divertir por aí as custas do clube, etc, etc.

Resultado? Lá em Ilhabela o Nogueira conheceu de perto o Torben Grael, e convidou-o para participar da Aratú Maragogipe, e o cara topou! Pela primeira vez, tivemos o privilégio de ter na Maragogipe o maior velejador do mundo, segundo a Intertanional Sailing Association.

Isso é pensar grande. Dois meses depois, o Torbem que é um cara simples no último grau, deu uma entrevista pra uma revista européia e simplesmente disse que “festa em Regata é na Bahia!”

E porque eu to contando isso aqui pra você. Porque o Iacht Clube da Bahia pens grande, e mesmo sendo um clube, cuja a administração muda a cada dois anos, tem profissionais competentes cuidando do departamento de vela, ao invés daquele diretor que chega no clube no final de semana e delibera com a latinha de cerveja na mão, entre um papinho e outro. O Campeonato Brasileiro de Optimist é prova incontestável disso.

Antes de eu finalmente parabenizar a galera do ICB, vamos à resenha do que rolou por lá:

O velejador paulista Martin Lowy (YCSA/SP) conquistou o título de Campeão Brasileiro da Classe Optimist depois de 15 regatas com as mais diversas condições de vento, clima e corrente durante seis dias no Yacht Clube da Bahia. Com a vitória de Martin, o título de campeão nacional volta ao Estado de São Paulo depois de um ano nas mãos do carioca Caio Freitas (RYC/RJ).

“É a melhor emoção do mundo, uma sensação de trabalho feito e de muita felicidade. Depois deste bom início de ano, irei focar nos próximos campeonatos e seguir em frente”, afirmou Lowy, que conquistou o 14º título paulista em 38 anos de disputa do Brasileiro de Optimist.

Martin Lowy e Claudia Mazzaferro

Martin Lowy e Claudia Mazzaferro

A campeã feminina e vice-campeã geral foi Claudia Mazzaferro (YCSA/SP) “Foi difícil hoje, estava lá no 4º lugar até o início do dia de hoje e no final consegui subir para a vice-liderança. Estou muito feliz com o resultado e vou buscar um bom resultado no Sul-Americano da Classe Optimist,” afirmou Claudia.

Felipe Rondina (ICB/DF) e Mario Mazzaferro (ICPB/SC) precisaram dos critérios de desempate para decidir quem é o terceiro melhor velejador infanto-juvenil do país: ambos obtiveram duas vitórias e dois segundos-lugares nas regatas, mas o brasiliense conseguiu três terceiros-lugares e completa o pódio do 38º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist.

Os atletas baianos tiveram um ótimo dia na água, com vários resultados importantes que ajudaram os velejadores da Flotilha Ogum Marinho a conquistar importantes lugares na tabela.Juliana Duque (YCB/BA) venceu uma regata, assegurou duas posições no top 10 e conquistou o vice-campeonato feminino, o 9º lugar geral e uma vaga para o Sul-Americano; Bruno Menezes(YCB/BA) terminou o campeonato na 22ª posição; Matheus Seixas (YCB/BA) conseguiu um 5º lugar hoje e pulou para a 26ª posição; Kim Vidal (YCB/BA) conquistou um 3º lugar e subiu para o 37º lugar; e Rafael Rizzato (YCB/BA), no seu primeiro campeonato nacional, fez duas ótimas regatas entre os 10 melhores da flotilha e conquistou o título de Campeão Brasileiro Mirim, ficando na 53ª posição geral.

Parabéns à toda galera do ICB, desde o Comodoro até o pessoal da rampa, pois entendem que só investindo alto na criançada,  teremos uma geração de velejadores competitivos. imaginem o quanto aprenderam os baianinhos disputando de igual pra igual com os melhores do Brasil? Parabéns!

Foto: Capizzano / Mauricinho Mascarenhas

BAHIA CONQUISTA O TERCEIRO LUGAR NO BRASILEIRO DE OPTIMIST POR EQUIPES

15 de janeiro de 2010

brasileiroopti_capizzano__mg_9627Dentro da programação do 38º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist, que está sendo realizado no Yacht Clube da Bahia desde o dia 07 de janeiro e terminará no próximo dia 17, aconteceu um campeonato paralelo na última quarta feira (13). Trata-se do Campeonato Brasileiro por equipes, disputado por equipes formadas por 04 (quatro) velejadores de cada estado.
Mesmo sem experiência nesse tipo de competição, cujas regatas têm um formato bastante diferente das regatas individuais, a equipe principal da Bahia conquistou o terceiro lugar, ficando fora da final após uma disputa apertada com a forte equipe do Rio de Janeiro.
A equipe baiana formada por Bruno Menezes, Juliana Duque, Kim Vidal e Matheus Seixas surpreendeu a todos ao eliminar equipes muito mais experientes. “Não chegamos à final por pouco, mesmo assim, estou muito satisfeito com o desempenho da nossa equipe”. Avaliou Mário Urban, técnico do Yacht Clube da Bahia.
A final foi disputada entre as equipes do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Melhor para os cariocas, que venceram por 2 x 1.
Após uma grande festa promovida pelo Yacht Clube da Bahia, para os velejadores, na noite da quarta feira (13), a  quinta feira (14) foi reservada para o descanso dos competidores, não havendo programação de regatas para esse dia. A programação normal do campeonato individual recomeça na sexta feira (15) onde mais três regatas serão realizadas, das seis que faltam para cumprir toda a programação.
A  torcida da Bahia é grande, já que  os velejadores baianos vêm crescendo na competição, com destaque para Juliana Duque (Colégio Integral), oitava colocada na classificação geral e segunda entre as meninas, e Bruno Menezes, que venceu a última regata na terça feira (12). Rafael Rizzato, também do Yacht Clube da Bahia é o primeiro colocado na categoria mirim, fazendo uma grande campanha no seu primeiro campeonato nacional.
 
Fotos: Capizzano

Brasileiro de Optimist tem domínio dos gaúchos

10 de janeiro de 2010

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Pela segunda vez na história, os melhores velejadores infanto -juvenis do Brasil estão reunidos em Salvador para disputar o título de Campeão Brasileiro da Classe Optimist nas águas da Baía de Todos os Santos. Quinze anos depois de sediar o campeonato pela 1ª vez, o Yacht Clube da Bahia recebeu os participantes da competição com uma grande cerimônia de abertura, retribuída na água com um show de técnica dos jovens atletas no domínio das ondas do mar da região da Barra, incluindo uma perna de contravento offshore.

Na regata de abertura, os velejadores foram divididos em dois grupos de acordo com a numeração de suas velas: ímpares de amarelo e pares de verde. A condição do mar, um pouco mexido, desafiou os jovens atletas que mesmo assim conseguiram enfrentar as ondas e proporcionar um belo espetáculo de vela para o público que assistia à regata do Farol da Barra.

O destaque do dia foi o desempenho da flotilha gaúcha, que venceu os dois grupos com Tiago Brito(CDJ/RS) no grupo amarelo e Thiago Splettstösser (VDS/RS) no grupo verde e conquistou outras posições no top 10. “Acredito que nós fomos bem hoje porque estamos acostumados com a maré e os ventos acima da média, que são comuns lá em Porto Alegre,” afirmou Splettstösser. Os pódios dos grupos foram completados por Artur Schneider (CDJ/RS) e Elizeu Silva (ICLI/PR) no grupo amarelo e Pedro Leão (ICRJ/RJ) e Júlia Silva (CDJ/RS) no grupo verde.

Os baianos também mostraram que não têm medo de onda nem de vento forte, conseguindo importantes colocações dentre os melhores da flotilha. No grupo verde, Bruno Menezes (YCB/BA) velejou muito bem na passagem pelo Porto da Barra e ficou em sexto lugar. Juliana Duque (YCB/BA) chegou a liderar o grupo amarelo na primeira perna da regata e foi a terceira melhor menina do dia no geral, conquistando o 9º lugar no seu grupo. Matheus Seixas (YCB/BA) também foi destaque no grupo amarelo, conseguindo o 11º lugar.

As últimas novidades sobre o campeonato, a gente divulga aqui pra você.

Fonte: Feneb

Foto: Matías Capizzano

Que pena que o ano começou dessa forma.

4 de janeiro de 2010

Deslizamento em Ilha Grande - Angra dos Reis - RJ

Bem, primeiro eu gostaria de justificar este post, como sendo, digamos, meio diferente, mas tenho certeza de que você vai entender meus motivos.

Quero falar sobre o que está acontecendo em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Conheço bem a região do litoral sul do Rio de Janeiro, bem como o litoral norte de São Paulo. Essa é a parte boa de ter um programa de TV e um blog falando de náutica! A gente acaba viajando muito e conhecendo lugares incríveis como Parati, Angra, Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela, e por aí vai. Também porque nasci em São Paulo, e só me mudei pra Bahia quando já tinha 18 anos, e até aí, tudo o que eu conhecia de barco era velejar na represa de Guarapiranga, no meu saudoso Santa Paula Iate Clube, e das várias temporadas de veraneio em Ubatuba, na praia da Fortaleza onde tínhamos um cantinho.

Pois bem. Muito já foi falado n mídia sobre esta tragédia que está assolando a região e o vale do Parahíba, onde estão Cunha e São Luis do Paraitinga, também muito destruídas pela ação das chuvas.

É claro que não vou me ater ao fato das informações geológicas, nem tão pouco sobre a tristeza sem fim de famílias inteiras dizimadas.

Quero falar da minha identificação com a pessoa que pega a sua família, aluga uma casa, chama os amigos, e se muda para um local onde a natureza é a tônica, onde a proximidade com o mar é o objetivo, para alcançar paz, tranqüilidade e bons fluídos para a virada do ano.

Identifico-me com quem valoriza o mar e o contato com a natureza e por este motivo estou tão tocado com tudo isso.

Que pena!

Que pena que uma garota tão sensível e bonita, tão ligada às coisas do mar tenha partido assim dessa forma. Que pena que seus pais tenham perdido tanta coisa, mas o mais importante, que pena que a perderam.

Puxa vida estou realmente muito chateado. Neste momento, vários velejadores baianos estão na região passando a temporada, e certamente estão chocado com o cenário tão contraditório. A Serra do Mar e o mar de Angra, lembram vida! É de uma beleza tão estonteante, que jamais se pensa em morte quando se está por lá.

Lamento profundamente pelos pais de Yumi, pelo casal que morava aqui em Lauro de Freitas que se foi junto com o filho, e por todos de que certa forma perderam, algo ou alguém nessa tragédia que só aumenta a nossa lembrança do quanto somos minúsculos diante da força da natureza.

Mesmo assim, feliz ano novo.

O paraíso é bem aqui pertinho!

20 de dezembro de 2009

boipeba-barco-flutuando-morereSei que você deve estar achando que essa foto é de alguma praia do Caribe, ou então de algum lugar no Mediterrâneo, naqueles lugares que só estrelas de cinema e milionários do mundo têm acesso não é?

Errou! É Boipeba e fica bem aqui do lado.

Já disse um monte de vezes que essa Bahia não tem fim, e não tem mesmo! Boipeba é um desses lugares surpreendentes, que quando se está lá esquecemos do mundo como se tivessemos entrado numa redoma protegida dos nossos problemas cotidinanos.

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Praias belíssimas, água quente, trilhas maravilhosas, rios, manguezal preservado, comida boa com frutos do mar fresquinhos que podem ser degustados em cima d´água, em bares flutuantes que lembram bem a Polinésia.

Além de uma vila muito simpática, com um monte de pousadinhas, Boipeba também oferece alta gastronomia se você preferir, além das barracas de praia que são bem equipadas com boas cozinhas capazes de preparar uma comida rapidamente,  já que estão acostumadas a atender aos barcos rápidos que partem diáriamente de Morro de São Paulo e fazem uma parada por lá cheios de passageiros sem muito tempo pra ficar.

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Uma parada obrigatória é Moreré, que de barco está a uns vinte minutos da saída da Barra de Boipeba, e tem uma característica deliciosa e bem peculiar: na maré baixa os corais que estão por ali, ficam cercados de piscinas naturais de água calma quente e transparente, peixinhos coloridos, e um barzinho flutuante que oferece mesinhas pra você se sentar com água na altura da barriga, e servir-se de frutos do mar, cervejinha gelada, lhe atendendo com o alto astral de quem tá acostumado a viver no paraíso.

Se você possui uma lancha média, e souber bem respeitar a meteorologia, as regras de navegação, e tudo que é obrigatório para se fazer uma viagem dessas, poderá sair de Salvador pela manhã bem cedinho, seguir em direção a Morro de São Paulo costeando o sufuciente para escapar das Caramunhanhas, que são corais que protejem quase toda a costa da Ilha de Itaparica. Chegará em Morro umas duas horas depois, (passeando é claro) e aí é só entrar no rio que dá destino a Cairú, passando por Gamboa, Galeão, até chegar em Canavieirinhas. É lá que estão os bares flutuantes e você pára a lancha no próprio bar. Dalí até Boipeba é só entrar no rio do Inferno e paradoxalmente, ser feliz, Fique atento às regras de navegação em rios e dê preferência por passar na maré toda cheia. É garantia de segurança, já que o rio tem uns segredinhos.

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Ancore em Boipeba, escolha uma pousada, e vá conhecer um dos lugares mais bonitos da costa do Brasil.

CAMPEONATO BAIANO DA CLASSE OPTIMIST

14 de dezembro de 2009

baiamo-de-opitismtA baía de Tofos os Santos não é só um lugar legal pra passear. É também o cenário perfeito para competir. O regime de ventos, a temperatura da água, a limpeza do mar, tudo contribui para que os velejadores se concentrem apenas na técnica, sem ter que se adaptar a outros elementos como o frio, por exemplo.

E é o que está acontecendo com o Campeonato baiano de Optimist, que pra você ter uma idéia da sua importância, podemos compará-lo ao kart no automobilismo. É destinado a velejadores de 08 a 15 anos, e é sem dúvina nehuma o berço de grandes velejadores.

O Campeonato, que teve início no Yacht Clube da Bahia no último sábado (12), com a participação de 46 velejadores, vem sendo marcado pelas excelentes condições de velejo em águas cristalinas, ventos constantes, muito sol, e também pelo altíssimo nível dos participantes.
Além da presença do atual Campeão Mundial, o peruano Richard Sinclair Jones, que veio à Bahia especialmente para participar do campeonato, estão na raia ninguém menos que o catarinense Mário Mazzaferro, Campeão Europeu em 2008, Cláudia Mazzaferro, atual Campeã Norte Americana, Isabela Fernandes, atual Campeã Brasileira e Gabriel Elstrodt, Campeão da Semana de Vela de Buenos Aires.

O motivo de tantas “estrelas” da classe Optimist, destinada a velejadores entre 07 e 15 anos de idade, estarem participando do Campeonato Baiano é a proximidade do Campeonato Brasileiro, a ser realizado também no Yacht Clube da Bahia entre os dias 07 e 17 de janeiro de 2010. Assim, os principais velejadores da classe vieram pra Bahia para treinar e reconhecer a raia se adaptando às condições de velejo na Bahia.

Seis regatas já foram realizadas pelo campeonato, restando agora quatro que acontecerão até a próxima terça feira (15). Vencendo apenas uma regata até agora, mas, com muita regularidade, o Campeão Mundial Richard Sinclair Jones assumiu a liderança do campeonato no segundo dia de regatas. Em segundo lugar está o paulista Gabriel Elstrodt, do Yacht Club Santo Amaro, único até agora a vencer duas regatas no Campeonato. Na terceira colocação, está o carioca Leonardo Lombardi, do Clube Naval Charitas de Niterói.

Entre as meninas, a paulista Cláudia Mazzaferro do Yacht Club Santo Amaro, mantem-se na liderança, seguida da baiana Juliana Duque (Colégio Integral) do Yacht Clube da Bahia, que assumiu a vice-liderança no segundo dia, ultrapassando a Campeã Brasileira Isabela Fernandes, do Iate Clube Brasileiro de Niterói, que ocupa a terceira posição.

Entre os estreantes, o Brasiliense Lucas Rangel, do Iate Clube de Brasília, venceu todas as regatas e segue isolado na liderança. Victor Marques, do Yacht Clube da Bahia, segue em segundo, com Mateus Campelo, também do Yacht Clube da Bahia, em terceiro.

Os resultados completos você poderá conferir no site do Yacht Clube da Bahia: www.icb.com.br
 

Vamos deixar claro que o Yacht Clube da Bahia não é essencialmente um clube de Vela, mas faz um trabalho magnífico com as categorias de base, formando atletas e trazendo grandes nomes para disputarem com os baianos, além de importar tecnologia, com a aquisição de barcos modernos e cursos para a garotada.

Outros clubes até mais decicados à vela, podiam se inspirar na enorme competência demonstrada pela equipe do YCB, e deixarem de ser apenas garagem de barcos. Talvez em poucos anos nosso esporte a vela esteja num patamar mais elevado.

Parabéns YCB!

Foto: Maurício Cunha

Você já imaginou velejando por aí com a sua família? Chegou a hora!

10 de dezembro de 2009

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Tudo o que fazemos aqui neste espaço, tem a intenção de motivá-lo a ir ao mar.

Você inclusive pode fazer isso de diversas maneiras:

Pode alugar uma escuna, pode realizar um mergulho de apnéia em uma praia qualquer, pode remar em um pequeno caiaque, ou fazer uma travessia na lanchinha da carreira ou no ferry-boat. Também pode aprender a mergulhar usando cilindro, passear na lancha de uma amigo, ou sair com a família velejando por aí.

 

Já sei o que você deve estar pensando: muita coisa eu realmente posso fazer, mas como vou sair com a família em um veleiro se não tenho um?

 

Muito fácil; alugando!

 

A modalidade se chama “charter”, e Salvador tem uma empresa realizando este serviço. Ele poderá variar de diversas formas e preços, dependendo do seu grau de intimidade com os barcos. Você pode optar por alugar um veleiro menor, com um skipper para lhe orientar quanto às tecnicas de velejo, manobras, o funcionamento do barco, etc, ou, se preferir e estiver apto para isso, alugá-lo para que você mesmo comande.

 

A Bahiacharter www.bahiacharter.com.br realiza desde 2007 este serviço e dispõe de várias formas para você começar a entender melhor o funcionamento de um barco a vela. Faz passeios panorâmicos, acompanha regatas, aluga embarcações para que você possa experimentar um final de semana com a família vivendo a bordo, e tudo isso a um custo muito parecido ao de um final de semana em uma pousada ou hotel a beira mar.

 

Se você ainda não tinha essa informação, chegou a hora de começar a conversar com a esposa, marido ou filhos, se não chegou a hora de começar a realizar aquele velho sonho de ir pro mar.

 

Esta é sem dúvida a melhor maneira de se aprender, pois se por acaso não curtir a experiência, o que eu acho muito difícil, poderá desistir, sem ter que se desfazer do barco que comprou no momento da empolgação.

 

A Bahia tem uma infinidade de destinos maravilhosos para você verdadeiramente “dar um tempo” com os seus, e, ficar de fora somente admirando e sonhando pode ser frustrante.

 

Entre em contato com a Bahiacharter, e descubra o que milhares de pessoas fazem no mar todos os finais de semana.

 

Depois me escreve pra contar como foi, e ajudar a incentivar os outros que continuam indecisos.

 

Vá pro mar e bons ventos!

Se você pretende comprar um barco, procure primeiro saber onde guardá-lo.

26 de novembro de 2009

A grande luta de quem adquire uma embarcação hoje na Bahia, é antes de qualquer coisa, saber aonde vai guardá-la. E olha que estamos falando do maior litoral do Brasil, e da baía de Todos os Santos, lugar que eu sempre considerei a “Disneylandia” da vela e do esporte náutico!

 

A preocupação não tem nada a ver com segurança, ou distância da residência, nada disso. Simplesmente não tem onde guardar! Isso sim é uma tremenda demanda reprimida. Quer sinal mais claro de crescimento de setor do que falta de lugar pra guardar barco?

 

Todas as atuais marinas estão empanturradas, as boas, as ruins, as grandes, as pequenas, todas lotadas.

 

É claro que pra guardar barco na água sempre aparece lugar. É só colocar mais um píer e ta resolvido. O problema é grave nas chamadas vagas secas. É justamente nesta modalidade de vaga, que ficam guardadas as pequenas embarcações, geralmente procuradas pelos principiantes, pelos chamados “barcos de entrada”, ou o primeiro barco do cara se você preferir.

 

Então o problema é grave, porque se não tem vaga pra guardar, o cara não compra o barco, e se não compra o revendedor não vende, e a economia não gira. Uma vez conversando com um chef francês amigo meu, ouvi que uma ótima forma de se conhecer o potencial econômico de uma cidade é procurar a marina do local. É claro que estamos falando das cidades litorâneas né!

 

Se for uma marina forte, grande, com grande número de embarcações de grande porte, pode crer que se trata de uma cidade com grande concentração de renda. Gostei do ponto de vista. E o que pensar de uma cidade que não tem mais onde enfiar barcos?

 

É um grande vetor, um ótimo sinal!

 

O problema é que na Bahia inteira, eu só conheço dois empreendimentos realmente preocupados em cuidar da imagem do negócio e crescer. Uma delas é a Bahia Marina, muitas vezes escolhida como a melhor marina do Brasil e tocada com as mãos caprichosas de Reinaldo e Leilane Loureiro em todos os setores. Vem crescendo e colhendo os frutos de ser um empreendimento planejado e bem administrado, com o crescimento do espaço Gourmet, ocupado por excelentes restaurantes, e prestigiado por uma multidão de clientes todas as noites. Posso dizer que sem sombra de dúvidas a Bahia Marina mudou o vetor do bairro do Comércio, e deu viabilidade àquela parte tão linda e ao mesmo tempo tão abandonada da cidade. Os empreendimentos imobiliários, como o Porto Trapiche por exemplo, só têm viabilidade graças à presença dela ali.

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A outra marina é o Píer Salvador na Ribeira, que é administrado por um empresário com aquele perfil teimoso e arrojado muito visto nos precursores. O Sandoval. Como o governo do estado abandonou terminal náutico da Bahia, o antigo Cenab, os muitos barcos estrangeiros que anualmente vêm pra Bahia, perderam seu porto seguro. O Sandoval enxergou o viés e investiu em atendimento e segurança. Não deu outra! O Píer Salvador acaba de ser premiado com o reconhecimento da associação francesa STW, que quer dizer Sail Travel Word com a “Bandeira Azul” que significa: Qualidade : A; Segurança: A; Preço: A.

 

Mais do que uma qualificação de uma entidade, esta notícia premia o esforço do empresário que acreditou no negócio e enfrentou todas as dificuldades iniciais que não foram poucas, focando no atendimento personalizado, recebendo ele mesmo, pessoalmente todos os seus visitantes. Quantas vezes o vi levando e trazendo com seu próprio carro, pessoas que precisavam adquirir peças de reposição, exames médicos, compras de alimentos, etc! Onde se vê isso?

 

Agora, sempre que um europeu pensar em vir à Bahia com seu barco, vai saber que poderá fazê-lo despreocupado, pois terá um lugar seguro para aportar, e um receptivo atento às suas necessidades.

 

Parabéns ao Píer Salvador pelo reconhecimento internacional, e que seu exemplo sirva de exemplo a todos os outros empresários do ramo, que podem ver há crescimento de fato e que o mercado internacional está aí, e precisa ser bem tratado sim senhor. A visão de longo prazo é muito boa.

Bahia: De destino náutico mundial para capital dos piores portos do Brasil em apenas quatro anos!

23 de novembro de 2009

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Quem acompanhou o desenvolvimento da Bahia na área náutica no início dos anos 2000, pode ver uma série de interessantes ações, que resultaram numa posição invejável para a Bahia como destino náutico e o consequente aumento do interesse portuário para nossa capital.

Havia uma política agressiva nessa direção e isso era visível.

 

Entretanto com a troca de governo, muita coisa mudou. Assisti a demoradas reuniões na Secretaria de Indústria e Comercio, onde assuntos que eu já conhecia havia muito tempo, eram tratados como se fossem a última novidade do século. Tudo bem que na política o pai é quem cria, mas nesse caso muito alarde e pouco ou nada foi feito.

 

Hoje empresas de grande porte pressionam o governo para ampliar a capacidade dos portos, mas encalham na burocracia e no protecionismo de interesses políticos, que acabaram por estagnar os nossos já precários portos. É pior! Perdemos quase todos os eventos náuticos internacionais que projetavam o litoral do estado no exterior.

 

Resultado: O Pólo Naval da Bahia, que sempre foi o projeto mais divulgado do governo não vai acontecer. Na verdade, a exemplo do que aconteceu com algumas regatas internacionais conquistadas pela Bahia, o pólo naval vai pro Rio de Janeiro, e mais precisamente pra cidade de Maricá.

 

O pólo naval baiano teria investimentos de R$ 2 bilhões da iniciativa privada e deveria gerar mais de 10 mil postos de trabalho, mas foi bombardeado pelo rigor dos órgãos ambientais da Bahia, e pela falta de planejamento e habilidade no assunto, por parte da equipe do governador Jacques Wagner. O estado do Rio de Janeiro mais uma vez foi ágil, e ofereceu as condições para a implantação do pólo, e estes empregos vão ser gerados lá, no Rio de Janeiro.

 

Isso traz um atraso fenomenal para o nosso estado, por se tratar de um momento único no setor, que atrai empresas gigantes do mundo todo, gera sempre muitos empregos, e forma mão de obra na camada de base da população.

 

É lamentável.

 

O que eu não entendo é por que trabalha-se tanto para formar um novo pólo naval, enfrentando tantas dificuldades, sendo que já existe na Bahia uma empresa que trabalha na área há mais de quarenta anos, e já é especializada na construção e manutenção de grandes embarcações que é a Corema. Para mim já seria um grande ponto de partida. Este estaleiro está em meio a um projeto de ampliação, é uma empresa genuinamente baiana, e está absolutamente bem posicionada para produzir e manter grandes embarcações.

 

O fim do projeto do Pólo Naval baiano é uma lição para o governo Wagner, que anuncia projetos sem estar com a engenharia de implantação solucionada. Um projeto desta envergadura precisaria de uma ação vigorosa e coordenada, capitaneada pelo próprio governador, que trabalharia com a sua autoridade as possíveis dificuldades junto a órgãos ambientais mais radicais, ou propondo ações de neutralização, tão comuns em projetos deste porte. O que não falta é município carente no entorno da Baía de Todos os Santos.

 

A política de desenvolvimento da náutica vai pelo mesmo caminho. Nada se decide, muito papo e nenhuma ação efetiva, gastos desnecessários com contratações improdutivas, reuniões que dão em nada e o mandato, bem, este já está terminando.

 

Quem viver verá.

 

Eu confesso: estou bastante pessimista.